Caleidoscópio

Quarta-feira, Julho 11, 2007

Ele me pôs em xeque... E eu lhe tomei a dama sem querer.

Fim de novo.





Sexta-feira, Junho 22, 2007

Eu o pus em xeque... Mas ele tomou-me a rainha.

Fim.

Só não vou ficar naquele misto de sorrisos e lágrimas, é histérico.





Segunda-feira, Junho 11, 2007

Era uma vez...

Era uma vez uma garota que adorava escrever. Ela escrevia sobre tudo e escrevia para desabafar, para mandar recados, para passar e tempo... Escrever era confortante.

No ato de escrever, a garota via a liberdade de se expressar como quisesse; além de imaginar, divagar, ir além...

Tanto que a garota escrevia sobre tudo: sobre aves mortas, sobre sonhos, sobre conquistas, sobre derrotas; escrevia sobre o passar do tempo, sobre a lembrança, sobre o desejo.

Um dia... Ela acordou sem inspiração.





Quinta-feira, Maio 31, 2007

...

Defina vazio.

Vazio.

Vazio é não ter pra que lado correr. É não ter braços dispostos a te envolver; é chegar em casa cansada e dormir com a roupa do corpo.

Vazio é... É sentir as mãos geladas e não ter como aquecer. É não ter pra que lado correr.

Vazio, na verdade, é a lágrima que insiste em correr enquanto se caminha sozinha pela Avenida Higienópolis em uma noite fria de quarta-feira. É descobrir via SMS que os termômetros urbanos marcam 9°C e desejar estar na sua cama quentinha.

Vazio é passar quase um ano sem publicar o que se escreve. É deixar de ver sentido no que se gosta de fazer... É não ter pra que lado correr.

O vazio, pra mim, é preto: é ausência de luz, é ausência de cor, é ausência de dor, é ausência de fé. É a lembrança vaga da noite passada.

Vazio é isso... É o pensar constante e reticente que não chega a nada. É a idéia que não vem, é a coragem que foge e te deixa na mão. É os olhos meio-a-meio: metade castanho, metade água. É não ter mais no que crer...

É não ter pra que lado correr.

...





Domingo, Julho 16, 2006

O chá é de bebê

Porque chá não se come. Hã? Hã? Entendeu? He.
Uma amiga engravidou, está de uns sete meses, é menina, chama-se Lavínia e a hora do chá de bebê chegou: domingo, 16 de julho de 2006 às 15hs.

Não há lista de presentes. Corre o risco de a pequena e desconhecida Lavínia ganhar cinqüenta presentes iguais: cinqüenta é o número de convidados da festinha.

Apesar de estar desempregada, conseqüentemente sem dinheiro, procurei algo para a menina. Disseram-me que fraldas são de grandíssima utilidade no início, e de fato parece ser mesmo. Mas... Não é sem-graça chegar com pacotes de fraldas em punho? Queria dar algo que não acabasse cheio de cocô no lixo. Talvez, um dia, no lixo, mas sem cocô.

Pedi à senhora minha mãe que me ajudasse na escolha, mas ela disse que todas as possibilidades de presentes para recém-nascidos são clássicas, portanto é bem provável que todas já tenham sido compradas.

14hs30min. A reunião gananciosa que só visa o acúmulo de coisinhas coloridas é lá no Cincão. Não dá mais tempo. Gananciosa, sim. As mães só fazem esse tipo de coisa pra não ter de comprar os apetrechos que, segundo a minha, são clássicos. E eu me sinto usada diante dessa realidade.

Voltando à lembrancinha, acho que as lojas do gênero deveriam vender vales-presentes. Se eu estivesse disposta a dar um presente de R$15 - porque é só uma lembrancinha - à menina, compraria um valezinho e a mãe que fosse escolher. Aliás, se não constasse nada em estoque no valor do vale, a mulher ainda teria de acrescentar a quantia que faltasse. Chega a ser justo. Presente pro seu filho? Meio a meio!

Mas ninguém ainda teve essa brilhante idéia. Talvez eu a ponha em prática e enriqueça. Nada infantil, claro, eu não gosto de tons pastéis.

E o chá de bebê melou mesmo. Que puxa!





Domingo, Maio 07, 2006

Um túmulo no jardim

Pela manhã acordei e logo quis cuidar das tarefas usuais: fazer café, comprar pão, alimentar os bichinhos... Só que o gás acabou, a vendinha coincidentemente estava "fechado por luto", mas ainda havia alguns grãos para os animais.

Ao levantar no dia gélido e cinzento, já pude imaginar que ele não seria dos mais promissores. Dei-me apenas com o resto do macarrão-de-ontem e um copo de leite frio pela temperatura natural da estação.

Ao abrir o anexo, tirei a manta e lá estava ele: deitado como se não respirasse. Chamei-o, fiz um barulhinho quase imperceptível, ameacei cantar... Sem reação alguma.

Então, sem forças, sentei no banquinho à frente e o olhei por alguns instantes; assim, sem pensar em nada. Pareceu-me um longo período, mas é pouco provável que o tivesse sido. Ouvi um grunhidinho e voltei à realidade. Vi-o agonizar.

Levantei e fui até ele e, como se preso numa jaula, nada pude fazer. Voltei ao transe. Vendo-o morrer aos poucos. Os cabelos louros e os olhos negros que mal segurava abertos. Em alguns momentos, pude até dizer que olhava para mim. Talvez num pedido por ajuda ou só por não ter onde olhar.

Alguns outros burburinhos depois, foi possível ouvir seu último suspiro que, por mais fraco e abstrato, fez-se audível. Sem saber como exatamente aconteceu, lembro que me vi ali, próxima ao corpo, acariciando o cadáver ainda quente. Eram movimentos leves, sinceros, embora sem nenhum sentimento definível... Quase sussurros físicos.

Peguei-o, leve. Levei-o ao quintal...

Apanhei uma pá de jardim e cavei a sepultura lá nos fundos, deixei o corpo de lado. Foram boas horas num trabalho não tão árduo. O vento frio zunia aos meus ouvidos e zuniria nos dele, se ainda o pudesse ouvir.

Guardei o defunto na caixa feita sob o chão e a fechei sovando a terra com algo bem semlhante à raiva, apesar de não ter existido motivo pra ela. Depois de pronto, lavei a pá, as mãos e daqui a alguns minutos, não mais me lembrarei do ocorrido. Os grãos foram jogados fora.





Quinta-feira, Abril 06, 2006

A vida anda torta...

Às vezes sinto que a vida sai dos eixos aos poucos. E nestas vezes sinto-me inútil, impotente. É nesse tipo de fase que me arrependo. Arrependo-me de algumas atitudes tomadas e, apesar de ter pensado a respeito, parece que não pensei direito.

Aí todos os quesitos parecem ir água abaixo e nada dá certo. Sinto-me vazia; não sinto nada, não consigo pensar em nada e procuro por ajuda, mas não tem como ajudar.

Um bom exemplo é o ramo profissional da coisa. Há exatos oito dias estou sem trabalho. É, acho que todos já sabem, mas saí da Vivo porque realmente estava insuportável. Passei uma sexta-feira inteira pensando nisso e admiti: aquilo me fazia tremendamente mal.

Fiquei de terça à sexta-feira passadas apenas planejando o que fazer e relembrando o quão bom é ficar parada em casa, à mercê da boa vontade... Até que veio o incômodo. Quer queira, quer não, eu estava bastante acostumada àquele cotidiano responsável com compromissos e horários a cumprir.

Já é quase sexta-feira de novo. E eu ainda estou parada. Bem difícil essa vidinha de desempregado! Durande dois desses dias todos, passei por um processo seletivo para uma vaga qualquer num escritório qualquer. Foi tudo muito bem, apesar de não ter nada muito "contábil" no meu currículo, até chegar no Excel.

Eu nem havia percebido que, partindo do princípio que era um escritório (qualquer) de contabilidade, estava bem óbvio que o Excel seria essencial. É, mando nada bem nesse sistema. Ele é interessante, mas até então nunca me havia sido útil. O resultado foi que, numa planilha que deveria tomar mais ou menos vinte minutos do meu teste, eu levei nada menos que uma hora e quinze. Sim, 1h15min.

Parece que o tempo está passando mais rápido do que normalmente passa. Agora mesmo, estou com a sensação de que acordei a instantes (e de fato isso aconteceu, mas falo é do despertar matinal). E só por não ter nenhum tipo de movimento previsto à conta bancária no dia cinco de todos os meses, já me dá certo comichão.

Mas tá. Como diria o outro, "fodeu? calma!". E, se está tudo fodido, então calma. Amanhã há de chover curriculos meus em Londrina. Com direito à foto felizona e tudo! Deve causar boa impressão. Algo do tipo "uau! Que pessoa mais de bem com a vida! Vamos contratá-la imediatamente". Ou não. Enfim...

Quando não sei o que dizer, digo enfim.

Na verdade até sei o que dizer, mas um dia me disseram que meus textos são excessivamente longos e, conseqüentemente, inibitivos. Aí desanimou.

¤¤¤¤¤

E vermelhão para combinar com as minhas unhas outono-inverno.
=)





Segunda-feira, Janeiro 23, 2006

É tempo de mudança

Finalmente chegou a hora de rever os meus conceitos quanto às pessoas que julgo imprescindíveis. Acho que acabei me acostumando com o que eu pensava há bastante tempo sem nem notar que, assim como eu, elas mudaram também.

Antes eu me baseava em coisinhas supérfluas: se tínhamos muito em comum, pronto!, já fazia parte da minha lista de "indispensáveis". Podia ser música, livro, linha de raciocínio sobre determinado assunto ou qualquer outro tema que me agradasse.

Hoje, apesar de parecer besteira, o "Bambambam" dessa minha lista me fez mudar de opinião (mais detalhes num outro post qualquer). Não basta me cativar pra se tornar essencial; não basta pensar de forma admirável pra isso; vomitar frases bonitas e de efeito não é o suficiente...

É preciso mais. É preciso muito mais.

Pra se tornar imprescindível, a partir de agora, vai ter que ser presente; ficar por perto (mesmo estando longe). Pra ser indispensável, terá que agir com cautela, com prudência: impulsividade em determinados aspectos virou coisa do passado. Além disso, é importante que não faça meu coração doer... Chega de vai-e-vem! Cansei de viver em camadas. Se for pra ser, que seja até o fim. O que não vou mais tolerar, também, são palavras vazias. Os que as disserem serão automaticamente reportados como bogus!

Eu diria, então, que continuo a mesma Camilla que conheceram. Porém, com novas adaptações à mente das pessoas. Tornei-me, enfim, uma pessoa bem menos tolerante: um pouco mais áspera, infame e sarcástica.

E pra quem se perguntou como é que isso foi acontecer, eu já respondo: simplesmente cansei de lero-lero. Ainda sou adepta à boa educação, claro, mas descobri que não tenho mais que ser um doce de pessoa com todo mundo. Parei de engolir sapos. Nada mais há de acontecer apenas por conveniência.

De hoje em diante não dou mais satisfação do que faço e falo, e, caso eu dê, terei bons motivos pra isso. As atitudes serão tomadas com base no que será refletido e este pensamento passa bem longe de egocentrismo, egoísmo e adjacentes. Já dizia Augusto dos Anjos que o homem, que nesta Terra miserável mora entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera. E isso explica tudo.

Palavras francas serão de alta prioridade. Audição seletiva também.

Se é pra pôr sinceridade em primeira instância, preferi começar admitindo pra mim mesma as minhas próprias nuanças.

Mas calma! A diferença só causará impacto em conjunturas que exijam tal libertação.





Domingo, Janeiro 01, 2006

Algo me diz que este blog está bichado...





Quinta-feira, Dezembro 29, 2005

Para os bons entendedores de entrelinhas...

Ontem estava passando roupa e pensei em você. Acho que silenciar é muito mais fácil.